terça-feira, 26 de junho de 2012

Caracteristica do Setter Irlandês

ORIGEM E HISTÓRIA DA RAÇA

 
A origem do Setter Irlandês é muito antiga, datando muito anteriormente ao Setter Inglês. Não é muito esclarecida a história de suas origens. Acredita-se que o seu ancestral mais próximo seja o Pointer Espanhol, outras raças associadas é o Gordon Setter e, ainda, alguns entendidos da raça dizem ser originário de cruzamentos entre o Pointer Espanhol, Spaniel D'água Irlandês e o Terrier Irlandês.
Um cão da ilhota de Emerald, reconhecido como o único "cão passarinheiro" com pelagem vermelha e branca, popularizou-se na Irlanda como "Red Spaniel".
Originalmente o Setter Irlandês apresentava pelagem vermelha e branca. Nos plantéis de St. George Gore, Mr. Jason Hazzard e do Conde de Enniskrillen a pelagem vermelha era dominante e estes animais eram refugados e doados. Assim o setter vermelho se popularizou, mas somente na América é que estes animais começaram a ser selecionados para pelagem vermelha intensa, perdendo-se então a cor branca da pelagem. Nos dias de hoje, fora do Brasil podemos encontrar as duas variedades de pelagem.
Foi no Século XIX que a raça teve sua primeira aparição com coloração vermelha intensa, quando o senhor Charles H. Turner fez importantes importações de alguns exemplares, marcando definitivamente o futuro da raça nas Américas.
Embora esta raça seja excelente para a caça, ela foi sendo desenvolvida, ao longo dos anos, como raça de show, devido a sua beleza incomparável e extrema inteligência para acompanhar e executar atentamente as ordens de seus donos, característica esta, essencial para animais que se apresentam em pista. Foi sendo deixado de lado a sua característica de "cão passarinheiro", ficando presente apenas em poucos cães criados nos campos da Irlanda. Por causa disso acabou-se por se formar dois padrões, um pesado e mais corpulento utilizado em shows, e outro mais leve e ágil para caça.
Atualmente, os exemplares da raça Setter Irlandês são muito requisitados nas provas de agility e na terapia com crianças doentes.

NOME

O nome Setter vem do verbo "set" que no inglês significa apontar, e irlandês por sua origem. O cão desta raça aponta através dos seus movimentos e seu posicionamento o local exato da ave abatida.
Outros Nomes: Irish Red Setter e Irish Setter.

CARACTERÍSTICAS DA RAÇA

As descrições do Setter Irlandês podem variar conforme a localização de seu kennel, isto é, pode ser diferente de uma cidade e ou país para outros.
O Setter Irlandês é muito utilizado para caça de faisões e codornas nos campos da Europa. Esta característica deve-se ao fato do animal ser muito ativo e inteligente podendo ser treinado para auxiliar na apreensão destes pássaros. A raça é essencialmente esportiva (cão de tiro), no campo é um caçador de movimentos rápidos e no lar é um animal muito doce e leal. Apresenta personalidade calma, de fácil convívio com crianças e adultos.
O desenvolvimento do aprendizado do cão pode ser lento, contudo, uma vez ensinado ele pode assimilar as lições executando-as por toda sua vida ser necessitar de manutenção.
Sua aparência geral é de cor vermelho mogno, com orelhas grandes e caídas, a pelagem mais longa predomina no peito, nas pernas, orelhas e cauda diminuindo em direção a ponta. O brilho característico e sedosidade invariável do pêlo do Setter é sempre o seu maior chamativo de beleza, necessitando, então, de maiores cuidados.
É um cão esguio, pesando entre 30 e 35 Kg.
Setter Irlandês pode apresentar pelagem de coloração negra, que é terminantemente proibida.
É considerado por muitos artistas plásticos como o mais belo dos cães, tanto parado como em movimento.

PADRÕES FCI

O Setter Irlandês é classificado entre os Cães de Aponte do Grupo 7 da FCI.

Cuidados

Como todas as raças que apresentam aptidão para atividades intensa e esportes, este animal deve receber uma alimentação bem balanceada, rica em boas fontes de proteínas e carboidratos, capazes de suprir suas necessidades físicas e metabólicas.
A suplementação com Ômega 3 e 6 é muito boa para garantir a manutenção da pelagem do animal, uma vez que este é seu principal atrativo.
É uma raça extremamente ativa, necessitando de atividade física diariamente, pois ele não para um minuto.
Visita ao Médico Veterinário, anualmente, para vacinações e avaliação geral são recomendadas. Para cães que são criados com a finalidade de caça; que estão sempre em contato com mata fechada, animais silvestres e outros relacionados; recomenda-se uma atenção especial quanto a presença de carrapatos, que facilmente podem ser adquiridos nas incursões do cão no mato. Estes parasitas são vetores de hemoparasitas que causam doenças severas aos cães.

DICAS E CUIDADOS COM A NUTRIÇÃO

Forneça somente alimento industrializado (rações). Jamais forneça comida caseira ou resto de comida. Por melhor preparada que seja a comida, ela nunca será tão balanceada e completa quanto a ração.
Ofereça somente rações fabricadas por Empresas idôneas e renomadas. Cuidado com produtos desconhecidos e/ou muito baratos. Geralmente não são bons para seu animal de estimação.
Informe-se à respeito.
Prefira alimentos secos e semi-secos aos úmidos (latas) e semi-úmidos (rações "macias"). Os secos são melhores e mais completos nutricionalmente e ajudam na limpeza dos dentes e prevenção do tártaro.
Jogue fora alimentos secos da vasilha não consumidos em 24 horas. Jogue fora aos alimentos semi-úmidos não consumidos em 1 hora. As latas abertas devem ser consumidas de preferência no mesmo dia (não deixar na geladeira por mais que 2 dias).
Coloque o alimento somente na hora da alimentação do animal. Crie hábito de horários.
Divida as refeições em 2 vezes para animais adultos. No caso de filhotes, deve-se dívidir em 4 vezes para animais de 2 a 4 meses e em 3 vezes para animais de 4 a 8 meses. Informe-se na embalagens sobre a
quantidade diária recomendada. Prefira comprar embalagens fechadas do que o alimento por quilo (à granel).
Cães devem comer alimentos para cães, filhotes devem comer alimentos para filhotes e adultos para adultos. Jamais de alimento não
apropriado para seu animal. Não dê doces, ou guloseimas humanas (pipocas, sorvetes, pizzas, cervejas, etc) para seu Setter. Neste caso forneça snacks ou petiscos próprios para animais, vendidos em Pet Shops, Agropecuárias ou Supermercados.
Prefira os funcionais (aqueles que previnem tártaro, melhoram o hálito ou diminuem o odor das fezes) do que os simples biscoitos sem funcionalidade.
Não dê ossos de galinha para seu Setter.
Não o alimente muito tarde da noite e principalmente não brinque ou agite seu animal após as refeições para evitar problemas, principalmente torção de estômago.
Forneça água fresca e limpa. Troque a água da vasilha diversas vezes ao dia.
Limpe as vasilhas do alimento todo dia.
Estas são algumas dicas. Para maiores esclarecimentos converse com seu veterinário ou com um profissional.

ESQUEMA DE VACINAÇÃO

2 meses idade: 1ª dose V-8 ou V-10 + Giardia
3 meses idade: 2ª dose V-8 ou V-10 + Giardia
4 meses idade: 3ª dose V-8 ou V-10 + Anti - Rábica
5 meses idade: 4ª dose V-8 ou V-10 ( indicada em casos especiais )
* Vacina intra-nasal contra gripe ( Tosse dos Canis ): uma dose em animais filhotes ( a partir dois meses idade ) e reforço anual.
* Vacina contra Leptospirose: seis meses após a última da V8 em regiões endêmicas ou propriedades onde existe um alto desafio ( presença de ratos, córregos, repreas ou terrenos baldios ou chácaras nas proximidades ).
O reforço de todas as vacinas ( V-8 ou V-10 + Anti-Rábica + Tosse dos Canis + Giardia + Leptospirose ) deve ser feito anualmente.
Alguns cuidados básicos para garantir uma boa imunização:
  • Perfeito estado de saúde
  • Vermifugação prévia
Obs.: O cumprimento deste protocolo de vacinação visa proteger o cão contra as doenças Cinomose, Hepatite Infecciosa, Laringo-traqueíte, parvovirose, Parainfluenza, Coronavirose, Leptospirose, Tosse dos Canis, Giardíase e Raiva.

Filhotes

A vacinação é o primeiro ato de responsabilidade e carinho que o proprietário terá com seu filhote, afinal, além de protegê-lo contra doenças perigosas, e até fatais, previne contra outras, que podem ser transmitidas a nós mesmos (como a raiva e a leptospirose). A aplicação de todas as doses necessárias deve ser feita na clínica, pelo veterinário de confiança do proprietário. O animal não deve ser levado a passeios antes da terceira dose da vacina V8, para cães, o que ocorre por volta dos quatro ou cinco meses de idade.. Antes desse período o animal não está totalmente protegido contra as doenças que a vacina combate, sendo necessário que sejam resguardados e se evitem passeios e aglomerados, como parques, até cerca de 15 dias após a última vacina.
A vermifugação é indicada para que os filhotes estejam livre dos vermes, antes mesmo que eles venham a se tornar "uma doença". Isso porque a verminose prejudica a saúde do animal (provocando falta de apetite, anemia e distúrbios gastrointestinais como vômitos e diarréias) e representa um risco para a família, uma vez que os vermes dos animais podem também infestar as pessoas.
A alimentação é de extrema importância nesse período de desenvolvimento, portanto, após o desmame, que deve ser de aproximadamente 40 dias, o animal pode iniciar gradualmente uma dieta, com uma ração comercial de qualidade, específica para a idade. Caso o animal não tenha tido a oportunidade de receber o leite da mãe, podemos substituí-lo por um leite artificial caseiro ou comercial. A comida “caseira” é contra indicada, afinal ela não fornece as necessidades básicas e nem é tão balanceada quanto às rações comerciais, para um desenvolvimento seguro do animal. Evite dar leite ao cãozinho: os cães não digerem a lactose e o leite poderá causar desarranjos intestinais. Não se esqueça também de manter sempre água fresca à disposição do animalzinho.
Para a higienização do filhote jovem (com menos de 40 dias), caso haja a necessidade, deve-se utilizar produtos específicos para higiene suave, como loções de limpeza que são aplicadas sem a necessidade de molhar o animal. Animais com mais de 40 dias, podem ser banhados em intervalos mensais ou quinzenais, com água morna corrente e shampoos suaves indicados para filhotes. O banho deve ser dado nos horários mais quentes do dia e sempre os mantendo com proteção das orelhas, para evitar otites. A secagem dos animais é importantíssima, já que qualquer friagem pode causar estresse ao organismo e até deixá-lo doente.
Para animais de pêlo longo, acostume-se a escovação da pelagem, esse ato além de manter a pelagem bonita, permite que você perceba a presença de pulgas, carrapatos, lesões etc. Para a limpeza das orelhas, devemos utilizar produtos otológicos específicos, ou um algodão seco. Não permita que entre água dentro dos condutos auditivos no banho, por isso sempre tome cuidado e utilize algodão para protegê-los. As unhas longas também devem ser aparadas quando o animal não está habituado a gastá-las.

Vermifugação

Muitas vezes, os proprietários imaginam que seu animal está livre dos parasitas, pois não percebem a sua presença. Temos que lembrar que muitos “vermes” são pequenos e, às vezes, até microscópicos (não dá para ver a olho nu).
Para que se possa controlar a quantidade de parasitas, deve-se utilizar vermífugos (medicamentos indicados para eliminar vermes intestinais) em seu Setter de todas as faixas etárias.
O processo de vermifugação é importante no tratamento e controle de infestações por parasitas, pois os animais podem estar muito próximos aos proprietários, tendo chance de transmitir uma série de doenças. Além disto, a saúde do animal é preservada com esta atitude.
As infecções podem ser adquiridas via oral (ingestão de água, alimentos contaminados), por contato (percutânea), vetores mecânicos (insetos, parasitas externos como pulgas) e através do contato materno (através do leite e contato direto com a mãe nos primeiros dias de vida).
O esquema de vermifugação (doses e frequência de administração) deve ser estabelecido pelo médico veterinário responsável pelo animal. De maneira geral a vermifugação tem início enquanto filhote.

Setter Irlandês
Setter Irlandês
O companheiro meigo de todas as horas
O Setter Irlandês é um cão de caça de porte grande e pêlo longo. Tem como principal característica a agilidade, a obediência e um excelente olfato. Pode ficar o dia inteiro caçando que não se cansa.
É um companheiro inteligente, leal e está sempre de bom humor. É extremamente ativo, por isso, adora brincadeiras. Para quem pratica esportes ou atividades ao ar livre, o Setter é um dos melhores cães para esta finalidade. É uma companhia e tanto!
Com as crianças, costuma ser muito paciente. Com uma ótima saúde, pode viver até 16 anos. Sua altura varia de 63 a 68 cm e o peso de 27 a 31 kg.
O que mais impressiona os criadores, de modo geral, é a capacidade do Setter de perceber situações de emergência e interagir para resolvê-las.
O Setter Irlandês precisa inevitavelmente de exercício para gastar as suas forças. Caso contrário, pode ficar irriquieto demais e até aprontar travessuras como destruir os estofados e outras coisas do gênero. Por isso, ele deve caminhar pelo menos por uma hora ao dia.
A sua pelagem é brilhante, lisa e bem assentada. A cor é acaju intenso, sem qualquer traço preto. Por ter o pêlo longo, necessita de escovação geral uma vez por semana e a cada dois dias nas partes mais compridas.

Origem e História

A origem precisa do Setter Irlandês é obscura, mas considera-se que ele seja resultado da mistura entre spaniels, pointers e outros setters - especialmente o Setter Inglês e o Setter Gordon. No século XVIII, os irlandeses precisavam de um cão que trabalhasse rápido, com um faro aguçado e grande o suficiente para ser visto à distância. Eles encontraram tais características nos setters vermelhos e brancos originados desses cruzamentos.
Os primeiros canis dos Irish Red Setters (Setters Vermelhos Irlandeses) — como eram conhecidos até então — surgiram por volta de 1800. Em pouco tempo, esses cães ganharam fama por sua cor admirável.
Ele foi desenvolvido pela aristocracia irlandesa para caçar aves. A origem do nome Setter vem do verbo to sit, que em inglês significa sentar. Isto porque a sua postura para indicar a caça é sentada.
Seus ancestrais foram os espanhóis Spaniels e outros cães de caça que já a apontavam sentados.
No princípio ele era branco com grandes manchas vermelhas. Em 1770, Maurice Nugent O'Cannor começou um trabalho de seleção para eliminar o branco. Hoje são duas raças diferentes: O Setter Irlandês Ruivo e Branco e o Setter Irlandês Ruivo, sendo que o ruivo se tornou bem mais popular que seu ancestral.
O nome Setter vem do verbo "set" que no inglês significa apontar, e irlandês por sua origem. Ele aponta através dos seus movimentos e seu posicionamento o local exato da ave abatida.

Caracteristica do Ovelheiro Gaúcho

Ovelheiro Gaúcho
Ovelheiro Gaúcho
O Ovelheiro Gaúcho é um excelente cão de pastoreio, de porte médio e temperamento dócil. Está acostumado a viver ao ar livre. Ele faz todo o serviço da apartação, de condução e de aglutinação do rebanho. É corajoso, alegre e inteligente.
Bastante rústica, esta raça está sempre disposto a agradar e a proteger o seu dono. É resistente, ágil e aprende os comando com facilidade sem ser agressivo com o rebanho. É dócil e amigável com as pessoas do seu convívio.
O seu pêlo é macio e todas as cores são aceitas. A sua altura varia de 50 a 65 cm. Necessita de exercícios diários durante, pelo menos, uma hora.

Origem e História

O Ovelheiro Gaúcho foi desenvolvido no Rio Grande do Sul sem qualquer planejamento, ao acaso, pela necessidade do peão gaúcho de ter um cão que o ajudasse no árduo trabalho nas fazendas da região. O cão precisa estar adequado ao difícil estilo de vida desses trabalhadores, vivendo em condições precárias, comendo sobras da comida do peão, misturada com sabugo de milho.
Imigrantes europeus, criadores de ovelhas, chegaram à região sul, no final do século XIX e trouxeram consigo cães da raça Collie para ajudá-los no trabalho de pastoreio nas novas terras. Esses Collies foram sendo cruzados naturalmente com os cães nativos, já mais habituados à região, dando origem a cães mestiços mais rústicos e mais resistentes às condições locais. Com a importação na década de 1950 de "Merinos" (raça de carneiros da Austrália), chegaram também cães Border Collie, que foram sendo cruzados com esses mestiços de Collie já existentes.
A desvalorização no preço da lã fez com que muitos criadores trocassem seu rebanho de ovelhas por gado, o que fez com que alguns criadores preferissem cães um pouco maiores, com uma maior porcentagem de Collie, já que esses são maiores que os Border Collies e, por conseguinte mais adequados para trabalhar com bois que são maiores e mais pesados que os carneiros.

Ovelheiro Gaúcho
Ovelheiro Gaúcho
Ovelheiro Gaúcho
O Ovelheiro Gaúcho é o companheiro fiel do peão gaúcho. Esse cão, muito usado em fazendas do Rio Grande do Sul, foi desenvolvido no mesmo para lida com bovinos, ovinos e equinos. Pelo fim do século XIX aventureiros espanhóis e portugueses chegaram no estado, trazendo consigo animais da raça Collie, para ajuda no manejo dos outros animais. As terras ja haviam grandes manadas de cavalos, que sobreviveram no naufrágio de 1512, e os campos ja eram propícios para a agropecuária, fazendo com que cada vez mais a base da economia local se tornasse agrária.
Começaram assim, a surgir criações de ovinos e bovinos, e para ajudar os homens no campo, os cães provenientes daqueles Collies, trazidos pelos imigrantes, foram sendo selecionados pela agilidade, companheirismo e resistência. Na década de 1950, para aperfeiçoamento de uma raça, foram trazidos Border Collies, que assim cruzaram com os cães mestiços de Collies existentes no local.
Foi assim que começou uma seleção praticamente natural, de uma raça adaptada para a vida no campo, sendo resistente nos dias mais frios, aguentando andar quilômetros por dia; ajudando, com a sua agilidade, os peões no campo e além de tudo conquistando cada vez mais as pessoas, com sua simpatia e docilidade.
Ovelheiro Gaúcho
Ovelheiro Gaúcho
O Ovelheiro Gaúcho, como todo cão pastor, é bastante energico. Por ser um cão acostumado no campo, ele precisa de muito exercício diário, e acima de tudo, precisa se sentir útil no que esta fazendo, sendo isso uma simples brincadeira com uma bolinha. O OG é um cão extremamente dócil, querendo sempre agradar e proteger o dono e aqueles que o cercam.
Além de muito inteligente, é cuidadoso com o seu rebanho, independente do que o componha, ele nunca machucaria, e muito pelo contrário esta sempre disposto a proteger.
Diversas vezes já ocorreu em minha fazenda de um Ovelheiro atacar cobras e outro animais tentando defender o seu rebanho. Esses inúmeros episódios que ocorreram, só provam o quanto o Ovelheiro é fiel aqueles que o cercam, estando sempre por perto para proteger, ou as vezes simplesmente olhando de longe, mas sempre cuidando do seu "rebanho".

Caracteristica do Fox Terrier

Fox Terrier
Fox Terrier
Foi atribuído a este cão, o título de "pequeno atleta" canino.
Excepcional caçador e muito versátil já foi utilizado para caça a raposas e javalis, no entanto é muito valente e inteligente tendo sido assim utilizado para inúmeras outras funções relacionadas a caça. Sua região de origem é a Grã Bretanha e tem-se registros muito antigos desta raça (séc. XVIII). Seu pelo é reto, achatado, consistente e abundante. Sua cor deve predominar o branco.
Seu peso deve variar entre 6,8 kg. a 7,7kg. nas fêmeas e 7,3 e 8,2 nos machos.

FOX PÊLO DURO

UM CONQUISTADOR

Saiba por que este cão desperta paixão em quem com ele convive e conheça algumas provas realizadas no exterior para testar suas habilidades na caça. Este cão que combina coragem com graça, beleza com inteligência e alegria com dignidade, tem seduzido de modo especial muita gente. Se num primeiro contato ele já chama a atenção por sua bonita pelagem, crespa e dura, aparada de forma a deixar uma charmosa barbicha no queixo e grossas sobrancelhas, há algo nele que vai muito além e consegue conquistar definitivamente quem com ele convive.

CARISMA

Entre os tantos que se deixaram levar pelo carisma do Fox Terrier Pêlo Duro está Leana Lee Lewis, do Camberley Kennels, São Paulo-SP, quando tinha apenas 4 anos. "Assim que vi a foto numa revista apontei para ela e ganhei meu primeiro exemplar. De lá para cá se foram 42 anos e só tive Fox Terrier Pêlo Duro. Adoro os cães, mas há algo especial nesta raça que só convivendo dá para entender. São espertos, inteligentes e malandros. Só falta falarem".
Outro entusiasta é Rubem Almeida, do Canil Komainu, Porto Alegre-RS. "Ele é inteligente, esperto, não há igual. Crio também Akitas, Bull Terriers e American Staffordshire Terriers, mas nenhum é corajoso como este baixinho". Evelyn de Moraes, do Canil Miss Evelyn, Belém-PA, é mais uma fã. "Criei várias raças, mas esta é minha preferida. São inteligentes, comunicativos e incansáveis caçadores. Pegam mucuras (espécie de gambá) e chegam a chacoalhar árvores de pequeno porte para que elas caiam.
Cercam gatos, matam calango (pequeno lagarto). Um até quebrou a pata ao pular atrás de um pássaro no vôo e cair de um muro de 2 metros". Maria Helena Pimentel do Canil Lady Ellen, São Paulo-SP, que tem 20 fêmeas da raça, complementa: "eles são muito ágeis. Pegam realmente pássaros no vôo e são ótimos para caçar ratos". Maria Schrader do Canil Marikabru de Teresópolis-RJ é outra que se rendeu a seus encantos. "São um amor. Com 1 mês de idade já latem ao me ver. Precisam tomar conta do dono e da casa. São ciumentos, levados e inteligentes. Com apenas 5 aulas um deles aprendeu a pular por um aro".

TOCA ARTIFICIAL

Nas origens o Fox Pêlo Duro perseguia raposas nas Ilhas Britânicas (fox = raposa) até se enfiarem na toca, onde entrava e latia chamando o dono, que para tirá-lo de lá puxava-o pela cauda. Atualmente, há provas de trabalho da FCI - Federação Cinológica Internacional, sem as quais ele não pode concorrer a títulos nacionais em alguns países.
Na Europa, a França é um deles. Lá usam uma toca artificial que permite verificar o avanço do cão através de pontos de inspeção. O Fox deve conduzir, com seus latidos, uma raposa colocada no "túnel" até uma caixa situada no seu final, onde a deve manter confinada por pouco tempo. A raposa habitua-se a esta rotina e pode tornar-se muito valente e difícil, complicando a tarefa dos cães principiantes. Na Grã-Bretanha, país não filiado à FCI, esta prova não existe.
Os criadores ingleses não querem prejudicar a pelagem de seus cães, mas, em compensação, não podem ganhar prêmios em outros países da Europa. Nos estados Unidos praticam-se competições por esporte. No prazo de 30 a 60 segundos conforme a prova, os cães devem entrar numa toca artificial e latir ao localizar ratos (protegidos por uma grade) no final dela.

FICHA

Cor: predomina o branco com marcações pretas e castanhas (fogo).
Orelhas: pequenas, em "V", dobram, ficando 2 terços caídos para a frente, rente às faces, com as pontas na altura dos olhos.
Escolha do filhote: nasce com todas as manchas pretas e com 1 ou 2 meses define a cor fogo na cabeça e em marcações no dorso e patas. Dentes alinhados de modo que os de cima encostem nos debaixo (tesoura). Não conseguir abrir a boca por inteiro significa problema na arcada dentária. Pernas encurvadas para fora podem ser corrigidas com a prática de exercícios intensos.
Amputação: de 1/3 da cauda na primeira semana. Quando adulto, ao esticar a ponta da cauda esta deve alinhar com a cabeça.
Tamanho: machos com 8,2 quilos e 39 cm de altura. Fêmeas ligeiramente menores.
Pelagem: escovação diária. Tosa periódica (a cada 3 meses) ou stripping, para exposições, que consiste em arrancar o pêlo com as mãos ou com uma faca especial para que renasça mais duro. Banhos em excesso eliminam a gordura que ajuda a proteger o pêlo.
Atividade: tem muita energia. Gosta de passear e de fazer bastante exercício diariamente.
Expectativa de vida: 10 anos.

Fox Terrier

Um caçador brincalhão e amoroso

Fox Terrier
Fox Terrier
O Fox Terrier é um cão de médio porte com disposição e energia de sobra. São extremamente teimosos, persistentes e fortes. Estão sempre prontos para uma boa aventura e caça.
Sua pelagem é predominantemente branca, porém as manchas podem ser de várias cores, pretas ou amarronzadas. Seu pêlo é duro, áspero e encaracolado precisando ser tosado e escovado com frequência.
Inteligente, vivo e engraçado, o Fox Terrier é um ótimo cão de caça e, se treinado desde pequeno pode ser um ótimo amigo. Vive de 13 a 15 anos, sendo sempre espirituoso e leal. Um macho adulto normal não deve pesar mais do que 9 Kg e sua altura não deve ultrapassar os 40 cm.
Esta raça aprende truques como se fosse cachorro de circo. Só existe um probleminha: o fox não suporta a presença de outros cães do mesmo sexo, estando sempre pronto para uma briga. Paciência e persistência são qualidades indispensáveis para que estes cães sejam treinados com sucesso.

Origem e História

Embora a origem dos cães "Terriers" seja muito antiga (existem descrições de cães parecidos com Terriers já em 55 D.C., quando romanos invadiram a Grã Bretanha), o primeiro Terrier, "verdadeiro", foi descrito em 1570 por um médico inglês chamado John Calus of Cambridge. Desde então, a história canina está cheia de estórias de terriers, de sua coragem, determinação e temperamento característico.

Fox Terrier
Fox Terrier
Fox Terrier
Foi atribuído a este cão, o título de "pequeno atleta" canino.
Excepcional caçador e muito versátil já foi utilizado para caça a raposas e javalis, no entanto é muito valente e inteligente tendo sido assim utilizado para inúmeras outras funções relacionadas a caça. Sua região de origem é a Grã Bretanha e tem-se registros muito antigos desta raça (séc. XVIII). Seu pelo é reto, achatado, consistente e abundante. Sua cor deve predominar o branco. Seu peso deve variar entre 6,8 kg. a 7,7kg. nas fêmeas e 7,3 e 8,2 nos machos

Caracteristica da Fox Paulistinha

Terrier Brasileiro

É um cão meigo, afável, ágil, amigo, companheiro, valente, corajoso, brincalhão, divertido, alegre e muito inteligente - aprende tudo com rapidez. Ótimo cão de alarme, companhia e caça. Graças ao seu temperamento é freqüentemente empregado em números circenses.É incansável,alerta,ativo, e desconfiado com estranhos.
Como todo Terrier que se preze, muitas vezes simplesmente ignora seu tamanho e age como se fosse um ‘cachorrão’.
Apesar de seu porte pequeno,antes de mais nada eles precisam de MUITO EXERCÍCIO físico,para gastar sua grande energia.
Para conseguir bons resultados na educação do filhote é essencial que o proprietário tenha muita paciência, firmeza, disciplina e determinação.
O Terrier Brasileiro é um cão que requer poucos cuidados. Sua pelagem curta dispensa os banhos semanais.
As caudas dos filhotes devem ser cortadas já no terceiro dia de vida, na articulação da segunda com a terceira vértebra.
Por ser um cão robusto e bastante resistente, o Terrier Brasileiro não apresenta propensão especial a desenvolver doenças.
A principal preocupação do proprietário deve ser a de mantê-lo longe dos parasitas e pulgas evitando assim os problemas de pele.

Características físicas

PELAGEM

Curta,lisa,de textura fina,porém não macia,bem colada ao corpo.É mais rala na cabeça,orelhas e face.

COR

De fundo branco predominante,é marcada de preto e marrom.

CABEÇA

Vista de cima é triangular, larga em sua base.

CRÂNIO

Possui crânio arredondado,com fronte moderadamente achatada.

FOCINHO

Visto de cima forma um triângulo isósceles.

NARIZ

Moderadamente desenvolvido,com narinas bem abertas e de boa pigmentação escura.

Fox Paulistinha ou Terrier brasileiro
Fox Paulistinha
Fox Paulistinha ou Terrier brasileiro
Um cão alegre, disposto, alerta e desconfiado com estranhos
O Fox Paulistinha tornou-se um cão muito popular no Brasil por ser extremamente inteligente, valente, com muita resistência física, ágil e veloz, ótimo cão de guarda e alarme, sendo também muito leal e dedicado ao dono. Ele é alegre, disposto, alerta, e apesar de carinhoso com o dono e familiares, é bastante desconfiado com estranhos.
O Terrier Brasileiro não é de ficar muito parado e tem movimentação saltitante, solta, com passadas curtas e rápidas, que são características da raça.
A pelagem é curta, lisa, de textura fina e colada ao corpo. A cor é predominante branco, com marcações em preto e ou marrom.
Na aparência geral o Terrier Brasileiro é um cão de porte pequeno, harmônico, de formas curvilíneas, com ossatura firme, mas não pesada. A cauda é geralmente amputada. A cabeça é muito expressiva, com focinho afilado e orelhas inseridas altas e dobradas para frente.

Origem e História

O Terrier Brasileiro, mais conhecido como Fox Paulistinha tem sua origem nos diversos Fox trazidos da Europa no começo do século XX.
Mas, segundo os diversos criadores e pesquisadores brasileiros que foram responsáveis pela fixação do padrão e reconhecimento da raça, a história do terrier brasileiro começa um pouco antes, no início do século XIX, com a chegada da Corte de Portugal ao Brasil.
Os portugueses utilizavam pequenos cães, exímios caçadores de ratos, que eram cruzas de Jack Russell Terrier e Fox Terrier de Pêlo Liso. Foi a partir desses exemplares, com o acréscimo já citado de vários Fox, que se deu o desenvolvimento da raça.
A primeira tentativa de reconhecimento ocorreu em 1964, mas em função no número muito baixo de registros o processo todo foi cancelado. Apenas em 1994 o Terrier Brasileiro foi reconhecido junto à Fédération Cynologique Internationale, que fica na Suíça, e daí em diante por vários Kennels.

Caracteristica do Golden Retriever

Golden Retriver











Alegre, ágil, forte, de movimentos leves, expressão mansa e caráter dócil. Essas características resumem os principais traços deste belíssimo cão de caça, que adora aprender e está sempre pronto ao trabalho. É muito inteligente, obediente e está apto a realizar as mais diversas funções.
De olhos escuros e corpo bem equilibrado, o Golden Retriever tem pelagem lisa ou ondulada, com franjas. O sub-pêlo é espesso e resistente à água. As cores aceitas são qualquer tonalidade de ouro ou creme, mas nunca vermelho. Alguma presença de pêlos brancos no peito é permitida.

Os filhotes são alegres, brincalhões e muito ativos. Ficam sempre por perto, e adoram correr e brincar com os seus donos. Muito Companheiros, os Goldens, são amáveis e pacientes com as crianças. São dóceis com outros animais e pessoas desconhecidas, desde que socilizados ainda pequenos.
O pêlo pode ser escovado de 3 a 4 vezes por semana, e os banhos podem ser quinzenais, (somente a partir dos 2 meses de vida). A altura do Golden varia de 56 à 61 cm., na altura da cernelha, (para os machos), e de 51 à 56 cm. (para as fêmeas). O peso médio da raça é de 25 à 27 kg., proporcionais à altura do animal.


Golden Retriever

História

A grande parte das raças que hoje conhecemos são associadas a lendas e a contos que pretendem ilustrar de alguma forma o seu passado anónimo. E alguma controvérsia envolve, de facto, a origem deste belo cão de tiro, que se pensa remontar ao séc. XIX.
Por esta altura, o desenvolvimento do sistema ferroviário e a paixão dos novos milionários e aristocratas vitorianos pela caça desportiva, fez com que fossem adquiridas grandes propriedades no norte da Escócia. Com o aperfeiçoamento das armas de fogo, o número de aves abatidas cresceu consideravelmente. Esta situação fez emergir a necessidade de possuir um cão que, para além de farejar e localizar a presa atingida, a fosse buscar e a trouxesse à mão do caçador. O termo "retriever" designa precisamente o acto do cão procurar e trazer a caça abatida, entregando-a nas mãos do caçador.
A sua ascendência é atribuída pelos especialistas a várias estirpes, pelo que não existe uma versão única. A hipótese que reúne maior consenso sugere que o Tweed Water Spaniel, Setter Irlandês e St. John's Newfoundlands (um tipo de Terranova de uma variedade menor) estiveram envolvidos no seu aparecimento. O Bloodhound também é normalmente referido.
Segundo conta "a lenda", estes cães começaram a ser criados pelo Lord de Tweedmout (ou Sir Dudley Marjoribanks), por volta de 1865, na Escócia. Tal foi proporcionado graças a um encontro que teria havido, em Brighton, entre este Lord e um grupo de circo russo que fez uso de oito Goldens num dos seus números. O Lord ficou tão impressionado que decidiu comprá-los. Foi na companhia destes oito amigos que começou a esboçar o seu plano de criação e selecção.
Outra versão conta-nos que este mesmo Lord e o seu filho, Lord Ilchester, encontraram-se em Brighton, por volta de 1860, com um sapateiro que possuía um jovem Retriever amarelo, provavelmente um produto dos cruzamentos que haviam sido feitos. Decidiram comprar o cão e chamaram-lhe "Nous" (em gaélico, sabedoria). No ano de 1868, "Nous" foi acasalado com "Belle", uma fêmea Tweed Water Spaniel. Daqui nasceram três filhotes amarelos, ninhada que foi considerada a derradeira raiz do Golden Retriever. Um dos filhotes, de nome "Crocus" foi oferecido a Edward Marjoribanks (IIº Lord de Tweedmouth), enquanto os outros três filhotes da ninhada ("Cowslip", "Primrose" e "Ada") continuaram a sua vida na propriedade. Em 1872, volta a dar-se outro acasalamento e a ninhada nascida, foi oferecida ao sobrinho do I Lorde, o V Conde de Ilchester, que passou assim a constituir a sua linhagem própria de Retrievers, conhecida mais tarde pelo nome "Melbury". Através das anotações particulares do I Lorde, foi possível descobrir como os acasalamentos foram sendo cuidadosamente planeados desde 1868 até a última ninhada, nascida em 1889/1890.
Em 1908, esta raça participa pela primeira vez numa exposição canina na Inglaterra, na categoria de Golden Flat-Coats. Apenas em 1913, altura na qual é fundado o Golden Retriever Club of England, é que vê ser-lhe atribuído o nome pelo qual a conhecemos hoje.
Em Portugal, a sua popularidade floresceu nos anos 50 e, desde então, é amplamente apreciado como cão de caça, mas também como animal de estimação doméstico.
Originalmente especializados para o cobro da caça, os Goldens Retrievers desempenham hoje um vasto leque de tarefas tais como guia para cegos, pastoreio ou farejador de droga.

Temperamento

Este simpático companheiro possui uma beleza cativante e uma doçura que encanta no primeiro instante.
Como cão de companhia, tem necessidade de se sentir parte do grupo, por isso deve ser inserido no seio familiar. Deve ser educado desde cedo a respeitar determinadas regras dentro de casa, pois tal evitará futuras dores de cabeça.
São brincalhões, obedientes, e muito afectuosos. Dão-se bem com as crianças e aceitam a amizade de outros animais de estimação que existam no lar. São muito seguros (porque pouco agressivos) e sociáveis, de forma que este não é definitivamente o cão de guarda ideal.
São altamente inteligentes (uma das dez mais inteligentes do mundo), motivo pelo qual se destacam em todo o tipo de provas e tarefas, tais como: cão guia de cegos e no auxílio nas terapias com doentes mentais e físicos.

Descrição

Os machos Golden Retriever medem na cernelha entre 56 e os 61 cm e as fêmeas entre 51 e os 56 cm. O seu peso oscila, nos machos, entre 29,5 e 33,7 Kg e, nas fêmeas, entre 25 e 29,5 Kg.
A sua pelagem é lisa ou ondulada e possui um subpêlo denso e impermeável. São permitidos quaisquer tons de dourado ou creme e alguns pêlos brancos no peito.

A cabeça e o crânio são bem cinzelados. O crânio é largo e arredondado, sem se tornar demasiado grosseiro, bem articulado com o pescoço. O focinho é recto, vigoroso, largo e profundo. O comprimento deste é igual ao do crânio. O chanfro é bem definido e o nariz é preto. Os seus olhos expressivos estão relativamente separados e são castanho escuro. As orelhas são ligeiramente pequenas e caem perto das bochechas, quase ao nível dos olhos. A boca apresenta maxilares fortes, com uma mordedura em tesoura perfeita, regular e completa.
A aparência geral é a de um animal simétrico, de movimentos ondulantes, altivo, vigoroso, proporcional e de expressão amistosa. Os membros anteriores são rectos, de boa ossatura, com ombros bem articulados, cotovelos bem ajustados, escápulas longas e as patas possuem uma projecção vertical.
Os membros posteriores apresentam um lombo, rins e membros fortes e musculosos, com pernas robustas e joelhos bem proporcionados. Os jarretes são curtos se vistos por trás, e pela frente são rectos.
O tronco é curto e o peito é profundo. As costelas estão bem arqueadas. As patas são redondas à semelhança das do gato e os dedos são bem arqueados. A cauda é grossa, longa e ligeiramente curva mas sem enrolar na ponta, portada ao nível do dorso. O trote é poderoso, com boa propulsão, passos largos e livres, trabalhando com os posteriores em planos paralelos.

Observações

A esperança média de vida deste cão oscila entre os 9e os 15 anos de idade. É aconselhável estar atento á sua saúde, uma vez que a raça é propensa a desenvolver doenças e malformações. A displasia da anca e as doenças genéticas que afectam a visão (tais como cataratas ou atrofia progressiva da retina), infelizmente registam alguma frequência. Também é importante estar atento a alergias de pele.
A pelagem deve ser escovada regularmente e aparada nos membros posteriores, e entre as almofadas plantares.
Estes cães são relativamente exigentes em termos de exercício físico: entre uma a duas horas por dia, é o tempo necessário para que se sintam bem. Eles adaptam-se bem a viver em espaços menos amplos, mas o ideal é que tenham acesso a uma área cercada.

Caracteristica do Basset Hound

APARÊNCIA REVELA O BASSET HOUND

Os adjetivos usados para descrevê-lo envolvem conceitos de docilidade e pouca atividade: manso, bonzinho, carente, preguiçoso, lerdo, indolente ou até dorminhoco
Basset Hound
Basset Hound
A aparência nem sempre engana e, neste caso, além de cativar, revela a "alma"do Basset Hound, um farejador que virou um companheiro Eleger uma raça pela aparência física, levá-la para casa e surpreender-se comum temperamento bem diverso do esperado, não é algo raro de acontecer. Com o Basset Hound, esse tipo de engano praticamente não acontece.
Quem o vê, mesmo em uma primeira avaliação, costuma perceber corretamente como ele é.
Os adjetivos usados para descrevê-lo envolvem conceitos de docilidade e pouca atividade: manso, bonzinho, carente, preguiçoso, lerdo, indolente ou até dorminhoco, como aconteceu quando Cães & Cia mostrou a foto de um Basset Hound a dez pessoas que não o conheciam.
De fato, a expressão desse baixote de orelhas caídas e corpo pesadão é tão forte que é até aproveitada por quem trabalha com propaganda. "Quando queremos passar aquela idéia de indolência e mansidão num comercial, o Basset Hound é o cão ideal", define Gilberto Miranda, que em nove anos de trabalhos publicitários e 20 com cães, já adestrou mais de 45 raças para comerciais.
Basset Hound
Basset Hound

DE BOA PAZ

"Nunca ouvi falar de um Basset Hound ter mordido alguém", comenta o criador e handler Jorge Dias, do Canil Park Melody, em Brasília, que tem a raça há 10 anos. Não existem estranhos para esse cão. Todos são amigos. "É tão dócil que dois dos meus Basset Hounds foram roubados de casa com a maior facilidade", acrescenta Jorge.
A paciência da raça é ressaltada por Daniel Oliveira, do Canil Zuos, em Belo Horizonte. "O Basset Hound não reage nem quando maltratado pelas crianças que adoram puxar suas longas orelhas e apertar seu comprido focinho", exemplifica. Sua vocação para a não violência é marcante. "Quando agredido, prefere correr e se esconder", conta Alberto Salim Saber Filho, do Big-Long-Blue's Kennel, em São Paulo, que cria a raça há 22 anos. Uma sobrinha do criador José Schweidson Filho, do Canil Ben Canaã Bassets, em Curitiba, nunca "levou o troco" desses cães por causa de suas brincadeiras rudes.
"Montava em cima, mordia as orelhas e o pior de tudo para um cão: roubava a comida e eles sequer ameaçavam mordê-la", comenta José. "Uma criança chegou a enfiar uma agulha num Basset Hound: ele chorou, tentou fugir, mas não revidou. Não conheço outro cão com um grau tão elevado de tolerância", exalta. O corpo longo e pesado sobre pernas bem curtas não favorecem a velocidade e nem grande atividade. Correr e brincar, só às vezes. O negócio mesmo é descansar.
"O Basset Hound prefere dar suas cochiladas a se exercitar" diz Alberto. "Exercício para os meus é andar um pouco pela casa, dar no máximo uma voltinha pelo quintal e depois voltar a dormir."
Os 17 exemplares do criador Alex Franco dos Santos, que cria há seis anos pelo Big Kennel Blue, em São Paulo, não são diferentes. "Depois do almoço dormem a tarde inteira, se não forem importunados ", descreve. "O Basset Hound é assim: brinca dois minutos e dorme duas horas", compara. No canil de Jorge, os cães são soltos três vezes por dia para se exercitarem. "Andam e brincam um pouquinho, mas logo aproveitam essa liberdade ao ar livre para fazer o que preferem: dormir um pouco mais." José, que cria os seus em um terreno grande e com muita vegetação, acrescenta: "o Basset Hound quando atraído por estímulos, como o chamado do dono, e com espaço para brincar, mostra-se mais ativo do que quando fica em pequenos ambientes."

SURPRESA

Com a aparência tão reveladora, diminuem as chances de seus donos serem pegos de surpresa no convívio com o Basset Hound. Os EUA são um bom termômetro para medir o grau de enganos que a escolha de uma determinada raça pode causar, por incompatibilidade com o estilo do dono. Lá se encontra uma das maiores criações de cães do mundo e também é um país onde muitos cães são abandonados, o que motivou os americanos a criar entidades especializadas em recolocar exemplares, de quase todas as raças, em novos lares. São as chamadas Rescue. Um dos motivos freqüentes para a devolução de várias raças é a decepção com o temperamento do cão. Com o Basset Hound isso raramente acontece. É o que garante a presidente do National Bassethound Cares Incorporated, em Colorado - EUA, Libby Sallada
"Como o Basset Hound não apresenta um temperamento que dificulte a convivência, fazendo artes em excesso ou sendo agressivo, como acontece com outras raças, é difícil que o motivo da devolução esteja ligado ao comportamento", diz.
As raras exceções de Basset Hounds devolvidos são por um engano de avaliação.
Por parecer tranqüilo, pode passar a idéia de que não se incomoda de ficar sozinho. Mas ele detesta solidão
Por parecer tranqüilo, pode passar a idéia de que não se incomoda de ficar sozinho. Mas ele detesta solidão. A coordenadora do Basset Hound Club Rescue, da Inglaterra, Pat Green, país onde também há muitas entidades de resgate, endossa. "Os poucos casos de abandono relacionados com queixas do temperamento desse cão foram de pessoas que acham erroneamente que por ele parecer e ser paradão pode ficar sozinho em casa o dia todo, pois permanecerá relaxando num canto", explica Pat.
Foi o que aconteceu com Rosicler Hennel, de São Paulo, quando adquiriu um Basset Hound. "Foi amor à primeira vista. Adorei o visual baixinho e a cara sonolenta e carente e, de fato, ele é assim, mas achei que ficaria numa boa sozinho", diz. "Só que latia tanto que os vizinhos começaram a reclamar e tivemos de nos desfazer dele." Latir sem parar é típico do Basset Hound, caso permaneça sozinho por muito tempo. Mas basta ter companhia, de preferência de pessoas, que deixa de fazê-lo.
O Basset Hound é uma raça originalmente acostumada a longas caminhadas em matilha, farejando trilhas nas caçadas. Não está habituado a ficar sozinho. Vários criadores estrangeiros entrevistados chegam a dar um limite de tempo para a raça ficar só: quatro horas. Depois disso, começa a latir sem parar num tom rouco, forte e bem alto, digno de um cachorrão que transmite a agonia de sua solidão e que acaba, obviamente, incomodando a vizinhança. Como bem disse o criador Alex, "deixar um Basset Hound sozinho por muito tempo é pedir para arranjar encrenca com os vizinhos."

COMPANHEIRO

O Basset Hound pertence a um grupo de cães que se consagrou por originar excelentes companheiros - os cães de caça -, já que a função requer grande proximidade com o homem. Seu uso recente é quase que exclusivamente para companhia. Embora seja um ótimo farejador, equiparável ao Bloodhound (considerado o melhor faro do mundo), persistente na perseguição e resistente a ponto de andar horas a fio, é tido como lerdo demais na perseguição à presa. É o que ocorre na Inglaterra, que mantém a tradição da caça. Sue Ergis, secretária da principal entidade da raça, o Bassethound Club, em Poolle, Dorset, conta que as pessoas que usam o Basset Hound para esse fim são tão poucas que nem mesmo se organizam para as famosas competições de caça, chamadas de Field Trials. "Aqui não existem provas de caça para a raça, como há para as outras" diz Sue. Para manter viva a lembrança da função para a qual a raça foi desenvolvida, o clube inglês mantém uma matilha conhecida como Albany Pack, para demonstrações. Todo ano, no inverno, ela se apresenta gratuitamente uma vez por semana. São 16 cães e cerca de 30 pessoas envolvidas no evento, como proprietários e tratadores.
Seu uso recente é quase que exclusivamente para companhia. Embora seja um ótimo farejador
Os cães são acompanhados por dois caçadores a pé, cuja função é manter a matilha unida e atenta a uma única trilha. Um deles vai na frente com uma espécie de berrante, tocado para reagrupar os cães, e o outro vai atrás da matilha para apressar os retardatários. Quando os cães farejam a trilha da lebre, sua presa natural, começam a latir e correm acompanhando o odor do rastro. A lebre corre até entrar na toca. Em seguida, é cercada pela matilha. Sue explica: "se o caçador não chegar primeiro, a presa vai ser morta pelos cães. Após pegar uma lebre, a caçada continua, atrás de outra". Nos EUA, apesar de mais usado para a caça que na Inglaterra, o Basset Hound não está na lista dos caçadores preferidos. "O Beagle, o Coonhound e o Foxhound são bem mais apreciados para caça em matilha", compara o criador Ken Mc Williams, da Pennsilvania, EUA, que já participou de caçadas e que freqüenta as Field Trials há mais de 60 anos. A inglesa Sally Money, que mora em Essex e cria Basset Hounds há 30 anos, diz que até caça com eles. Aprecia vê-los seguir os rastros com o ótimo faro. "Mas, no meu país, ele é mais usado para fazer companhia, já que há outras raças mais eficientes na caça", avalia.

PARADÃO

Quando não estimulado pelas emoções de seguir trilhas, o Basset Hound faz aflorar todo o seu lado preguiçoso. Fica por conta do dono conseguir motivá-lo a se mexer. Pelo menos meia hora de caminhada diária é importante para não ficar obeso, já que é um comilão, e desenvolver a musculatura que sustenta a estrutura vertebral muito longa, típica da raça. Problemas de coluna e articulações são comuns na raça, de acordo com o veterinário Tim Phillips, de Ferndown, em Dorset, Inglaterra. Cabe ao dono, também, controlar a quantidade de comida diária, resistindo ao seu olhar "pidão". A raça requer atenção com relação à higiene. A grande produção de gordura das glândulas sebáceas da pele, favorece o aparecimento de cheiro forte e de dermatite seborréica, segundo Tim que já tratou de mais de 150 Basset Hounds, sendo que cerca de 10% deles tinham caspa. "A melhor maneira para controlar o problema naqueles que têm maior tendência a pele oleosa, são os banhos freqüentes, no mínimo quinzenais, e com xampus próprios", recomenda. As escovações podem ser diárias.
A limpeza dos ouvidos deve ser feita uma vez por semana para evitar excesso de cera e as comuns otites causadas pelo ambiente úmido e abafado típico em raças de orelhas caídas. As pálpebras caídas o tornam mais sujeito a problemas nos olhos, como a conjuntivite, o ectrópio (as membranas internas dos olhos viram para fora) e o entrópio (as membranas viram para dentro da córnea), causando inflamações e até úlceras locais, segundo o veterinário especializado em oftalmologia em Memphis, Tenessy, EUA, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Caio Lemmi, de Jacareí, SP. A dica é limpar os olhos diariamente com água boricada ou soro glicosado a 5% e manter o cão longe de poeira e vento.
"Não deixe o Basset Hound tomar muito vento nos olhos, evitando principalmente andar com ele no carro com a cabeça para fora da janela que pode causar conjuntivite e ceratite", alerta Caio. A conjuntivite é tratada com colírios, pomadas oculares e antiinflamatórios e o ectrópio e o entrópio são corrigidos apenas por cirurgia. A raça geralmente precisa ser auxiliada no acasalamento, pois tem dificuldade de fazê-lo sozinha.
O veterinário e criador de Basset Hounds, pelo Canil Devilô, em Curitiba - PR, José Vicente Lopes, que já tratou de mais de 100 exemplares, comenta: "O corpo muito comprido e as pernas curtas atrapalham o macho a montar na fêmea e a manter o seu equilíbrio sobre ela; além disso, ela tende a sentar por não aguentar o peso dele", explica. "Outro agravante é o excesso de pele solta na vulva e no prepúcio (pele que cobre a cabeça do aparelho genital), que dificulta o acasalamento".

PADRÃO OFICIAL

CBKC nº 163, de 26/4/94 FCI nº163 GB, de 16/3/89
País de origem: Grã-Bretanha Nome no país de origem: Basset Hound
APARÊNCIA GERAL: é um rastreador de pernas curtas, de considerável substância, bem balanceado e repleto de qualidades. É desejável que tenha uma certa quantidade de pele solta.
CARACTERÍSTICAS: cão tenaz, de antiga linhagem de caçadores pelo faro, com instinto de matilha, voz melodiosa e profunda e grande resistência no trabalho de campo.
TEMPERAMENTO: afetuoso e plácido, nunca agressivo ou tímido.
CABEÇA: crânio em cúpula, com stop moderado e occipital proeminente, arcada superciliar de largura média, afilando suavemente para o focinho. A linha superior do focinho é, quase paralelo à do crânio, do stop ao occipital e não mais longa. Pode apresentar moderadas rugas, na testa e junto aos olhos. De qualquer modo, a pele da cabeça deve ser suficientemente solta para formar rugas bem definidas, quando trazida para frente, ou quando a cabeça é abaixada. As bochechas recobrem, amplamente, os lábios inferiores. O nariz é inteiramente preto, salvo nos cães de cor clara, nos quais, pode ser marrom ou fígado.
As narinas são grandes e bem abertas. A trufa pode ser ligeiramente projetada além da linha anterior dos lábios. Olhos: em forma de losango. Inseridos no plano da pele, de cor escura, podendo ser marrom médio, nos cães de pelagem clara. A expressão é calma, séria e a conjuntiva da pálpebra inferior fica à mostra, embora não excessivamente.
Olhos claros ou amarelos são altamente indesejáveis. Orelhas: de inserção baixa, logo abaixo da linha dos olhos. Muito longas, o comprimento ultrapassa bastante a extremidade de um focinho de tamanho correto, sem exagero. Estreitas em toda a sua extensão, encurvando-se bem para dentro. Muito macia, de textura fina e aveludada. Boca: mandíbulas fortes, com mordedura em tesoura, com dentadura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam os inferiores em contato estreito e de inserção perpendicular aos maxilares.
PESCOÇO: musculoso, bem arqueado, com bom comprimento, com pronunciada barbela, mas não exagerada.
ANTERIORES: escápulas bem inclinadas, ombros não pesados, membros curtos, poderosos, com ossatura robusta. Cotovelos trabalhando bem ajustados, rente ao tórax e, corretamente direcionados para a frente. A parte superior dos antebraços é, moderadamente inclinada para dentro sem, entretanto, inferior na liberdade dos movimentos ou resultar em braços tocando-se, seja parado ou em movimento. Visto de frente, o antepeito adapta-se, perfeitamente, à curvatura dos antebraços. Metacarpos cedidos é falta muito grave. A pele forma dobras nos metacarpos.
TRONCO: longo e bem profundo em toda a sua extensão. O esterno é proeminente, porém, o peito não deve ser estreito ou excessivamente profundo. Costelas bem arredondadas, bem arqueadas, sem saliências, estendendo-se bem para trás. Dorso bastante longo de nível, com o lombo e quartos traseiros na mesma altura, embora o lombo passa ser ligeiramente arqueado. A linha superior, que vai da cernelha até a inserção das ancas, não deve ser excessivamente longa.
POSTERIORES: bem musculosos, firmemente plantados, dando a impressão de quase esférico, quando vistos de trás. Joelhos bem angulados; jarretes bem curtos, quando possível; bem aprumados, quando em stay e corretamente direcionados para a frente. Podem aparecer rugas na pele entre os jarretes e as patas, assim como pequenas bolsas, resultantes da pele bem solta, na parte posterior das articulações.
PATAS: massudas com juntas fortes e bem almofadadas. As patas dianteiras podem apontar bem para a frente, ou ser ligeiramente viradas para fora, mas de qualquer modo, o cão deve ficar firmemente apoiado em suas patas, com seu peso igualmente distribuído entre dígitos e almofadas, de tal maneira que as patas deixem uma pegada de um cão de grande porte, sem que qualquer região desprovida de almofadas toque o solo.
CAUDA: bem inserida, um tanto longa, forte na base e afinando, com moderada quantidade de pêlos ásperos, na face ventral. Durante a movimentação, a cauda é portada bem para cima em curva, tipo sabre, suave, sem nunca enrolar ou cair sobre o dorso.
MOVIMENTAÇÃO: é um aspecto muito importante. Ação fluente e fácil, com bom alcance nos anteriores e poderosa propulsão nos posteriores, com o cão se movimentando livremente tanto na frente, como atrás. Os jarretes e joelhos não podem permanecer rígidos e dígito algum arrastar-se pelo chão.
PÊLO: liso, curto e cerrado, sem ser muito fino. No aspecto geral, todo o contorno do chão é bem recortado, sem qualquer franja. Os pêlos longos e os pêlos macios, com franjas, são altamente indesejáveis.
COR: preto e castanho e branco ou branco limão, mas qualquer cor reconhecida como sendo de hound, é aceitável.
ALTURA:33 a 38cm.
FALTAS: qualquer desvio, dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar os dois testículos normais, bem acomodados na bolsa escrotal.

Basset Hound
Basset Hound
Basset Hound
Duplamente apaixonante é o Basset Hound. Se por um lado não há quem possa resistir àquele olhar suplicante de quem está sendo inocentemente condenado aos mais severos castigos, por outro, é impossível conter o risco com as traquinagens que ele apronta, sempre a um passo de tropeçar nas próprias orelhas.
Mostramos aqui a natureza calma deste cão de caça que pode conviver muito bem no meio de outros animais de estimação e ser um grande amigo das crianças.

CAÇADOR E COMPANHEIRO

Paciência é o que não falta a um legítimo Basset Hound. Possuidor de um invejável faro, esses cães já fizeram a glória de muitos caçadores, quando dedicavam horas a fio a seguir trilhas de veados e atacavam sem temer lobos e javalis que tentassem atrapalhar o seu caminho.
De origem provavelmente francesa, onde recebeu o nome de Basset (podengo-cão para a caça de coelhos), teve como seus ancestrais os famosos cães sabujos de Saint Hubert, por volta do século VI.
Levados da França para outros países europeus, o Basset Hound chegou à Inglaterra durante o século XV onde por obra de alguns criadores sofreu sérias modificações ao ser acasalado com os Blood Hounds. Junto com os novos exemplares nascia também a polêmica: deveria o excelente caçador que tanto sucesso fez nos campos franceses e belgas ser trabalhado esteticamente e transformado em apenas um cão de companhia? Por um longo período as discussões prosseguiram até o bom senso prevalecer e estabelecer que se obtivesse um cão que unisse todas as características de um caçador, como também a de um companheiro.
Apesar das divergências iniciais, em momento nenhum a raça foi desmerecida. Ao contrário, continuava agradando a todos indiscriminadamente, tanto que até o maior dramaturgo dos tempos modernos, o inglês Shakespeare (1564 a 1616) se refere ao cão, em "Sonhos de Uma Noite de Verão", com uma das imagens poéticas mais sensíveis que já se dedicou a um animal: "possui orelhas que varrem o orvalho da madrugada".
Basset Hound
Basset Hound
Como todos os cães de raça nobre, o Basset Hound também não passaria indiferente pelos membros da família real britânica. O rei Eduardo VII, reconhecidamente um fanático por cães, manteve matilhas de Basset Hounds, que agora além de eficientes caçadores se distinguiam por seu profundo e louvável companheirismo.
Em 1800, dois criadores franceses dedicaram-se a aprimorar o Basset Hound, desenvolvendo, assim, linhas de sangue puro.
A linhagem "Lane" apresenta olhos maiores e crânio mais pesado; enquanto que a "Le Coulteux" tinha o nariz mais romano, expressão mais entristecida por causa dos olhos mais escuros e bem profundos, cabeça arredondada e maxilar mais proeminente. Levados para a Inglaterra, o "Le Coulteux" despertou maior interesse que o "Lane", o mesmo acontecendo nos EUA.
A partir de então, a fama desse cão de características singular correria o mundo. Apresentado pela primeira vez em uma exposição canina em Paris, isto por volta de 1863, o Basset Hound ganhou de imediato o carinhoso apelido de Cirano dos Cães, já que o seu nariz é extremamente grande e carnudo, dando-lhe um ar tragicômico, tal qual o famoso personagem da literatura. Em 1875, era a vez das pistas inglesas apreciarem esse cão, levado pelas mãos de Sir Everett Millais, responsável por sua introdução em terras britânicas. Em 1880, a raça consagrou-se definitivamente na Inglaterra, ao surgir em número bem representativo na exposição de Wolverhampton.
Um bom tempo depois, em fins da década de 1960, o Basset Hound chegava ao Brasil, graças ao enorme sucesso que alcançava nos EUA, onde era largamente utilizado não só em seu ofício principal, como também em filmes, desenhos animados, campanhas publicitárias, enfim, no riquíssimo show business americano.
Aqui, teve enorme aceitação já que este além de se adaptar perfeitamente com nosso clima, é um cão que vive muito bem em casa, apartamento, fazendas e em todo lugar onde tenha alguém que queira ter ao seu lado um excelente companheiro de todas as horas.

ATRÁS DO AR MELANCÓLICO, UM DIVERTIDO PALHAÇO

Basset Hound
Basset Hound
Quem vê cara, não vê coração, já dizia o velho provérbio que se aplica muito bem ao Basset Hound.
Atrás daquela expressão melancólica, do olhar de quem é eternamente rejeitado, esconde-se um verdadeiro "palhacinho", alegre e divertido ao extremo. Essas são sem dúvida as características mais marcantes desse cão de orelhas longas e aveludadas que ultrapassam a ponta do nariz, pernas curtas e corpo tipo "salsichão".
Mas, além dessas "marcas registradas", segundo o padrão oficial da raça aprovado pela Confederação do Brasil Kennel Clube, o verdadeiro Basset Hound deve ter a cabeça grande e bem proporcionada. O comprimento da protuberância occipital ao focinho maior que a largura na fronte e o crânio bem abobadado. Todo Basset Hound que se preza ostenta olhos suaves, tristes, levemente fundos e de preferência marrons-escuros. As faces são lisas e livres de rugas nas bochechas.
A pele em toda a cabeça é solta, caindo em dobras bem definidas sobre a testa quando a cabeça é abaixada. O focinho ideal é aquele profundo, pesado e livre de afilamento. Já para o nariz se exige que ele seja de pigmentação escura, preferencialmente preta, com narinas largas e bem abertas. Grandes e sadios deverão ser os dentes e os lábios não podem deixar de possuir uma pigmentação escura e uma forma pendular que caia de um jeito quadrado na frente. Aquela pele abundante sob o pescoço, chamada barbela, tem de ser muito pronunciada. Por sua vez, o pescoço precisa ser poderoso, de bom comprimento e arqueado.
Se o peito não for profundo e cheio com o esterno (osso dianteiro que se articula com as costelas) proeminente e aparecendo claramente à frente das patas, ele foge ao padrão. Os ombros e cotovelos são bem juntos ao corpo. Mais especificamente, os ombros são bem angulares e poderosos, enquanto que o cotovelo não pode ser nada projetado. As patas curtas, potentes, como ossatura pesada possuem almofadas rijas e pesadas, bem arredondadas; como também, dedos nem muito juntos, mas tão pouco separados. O padrão é de pernas curtas, sendo que quando em movimento as dianteiras não pisam abertas e as traseiras, vistas de trás, são paralelas.
Em relação ao corpo, as costelas bem arqueadas apresentam uma estrutura longa, suave e que se estende bem para trás. Por sua vez, a linha de dorso é reta e horizontal. Quanto à cauda, que não deve ser cortada, é inserida em continuação à espinha em ligeira curvatura, sendo portada com jovialidade. Donos de um pêlo duro, liso e curto e de pele solta e elástica, nesses cães aceita-se qualquer cor reconhecida para os Hounds, entre eles a tricolor (castanho, preto e branco) e a bicolor (castanho e branco). Medindo de 28 a 35 cm, os Basset Hounds pertencem ao segundo grupo, que é o de Cães de Caça e Presa. Por isso que não é à-toa que eles caçam e prendem para sempre o coração de qualquer um.

SUA PREGUIÇA É APENAS APARENTE

Não existe um só Basset Hound que não adore ficar horas e horas instalado confortavelmente num cantinho bem aconchegante, com aquela cara "amassada" de quem está no auge de uma irrecusável sonequinha. Porém, basta um simples estalar de dedos para que ele se recomponha e volte imediatamente para suas atividades. Aliás, apesar do jeitão de preguiçoso, o Basset Hound sempre foi um ativo e irrepreensível caçador, função que exige muita vitalidade, perspicácia e inteligência. Contudo, para que não se tenha em casa um verdadeiro dorminhoco e exímio caçador unicamente de comida, é necessário que se eduque o cão para que ele desenvolva todas as suas potencialidades.

É PRECISO SER POLIDO

Um cão tão bonito e charmoso quanto o Basset Hound precisa ser exibido em exposições caninas. Quando o cão completar um pouco mais de cinco meses, procure um bom handler (profissional especializado em ensinar e apresentar cães em exposições) para que este adestre o animal para esta finalidade.
Todavia, se você desejar ter um competente cão de caça, recorra a um adestrador idôneo e especializado nessa modalidade, que se encarregará de começar a treinar o futuro caçador, quando este tiver mais que seis meses de vida e seu invejável faro estiver mais apurado.
Agora, se você pretende que o Basset Hound seja um indomável e feroz cão de guarda, perca as esperanças. No máximo, o que ele pode ser é um eficiente cão de alarme. Isto é, ao notar uma indesejável presença, ele se põe a latir persistentemente até que alguém venha acudi-lo. Infelizmente o que pode acontecer é que esse alguém seja um "convidado" nada querido.

APESAR DA CARA DE DOENTE, A SAÚDE É DE FERRO

Basset Hound
Basset Hound
Mesmo sendo muito saudável, essa raça de cães não está de todo livre de alguns pontos fracos.
Um deles, sem sombra de dúvidas, são os olhos. Muitas vezes, por questões hereditárias e outras até por descuido dos donos, que não limpam diariamente os olhos dos cães, alguns Basset Hounds contraem sérias conjuntivites e outros são alvos fáceis, não só de cataratas como também de outros problemas mais sérios que podem trazer danos irreparáveis a esse órgão tão importante. Portanto, fique de olho nisso!
Os ouvidos também são outro grande motivo de preocupação. Por serem muito longas, as orelhas não permitem uma circulação de ar regular. Isso torna os Basset Hounds muito suscetíveis a problemas de inflamação no ouvido. A melhor providência nesse caso, é cuidar metodicamente da higiene local e, ao menor sinal de uma martirizante otite, procure um veterinário.
Gordura nunca foi sinal de saúde. Principalmente em cães. A obesidade carrega consigo os mais graves problemas digestivos e de coluna e coração, além de causar a esterilidade em machos e fêmeas, por causa do excesso de peso. Como os Basset Hounds são uns gulosos de mão cheia, cabe a você controlar a alimentação do seu e pô-lo para fazer exercícios (correr é o melhor deles!) para manter uma elegante forma física.

ACASALAMENTO

Basset Hound
Basset Hound
De todos esses problemas, aquele que mais aflige um Basset Hound é, com certeza, o acasalamento. Por causa de suas patas curtas e corpo comprido, raramente o macho consegue se manter sobre a fêmea, durante o cruzamento e atingir o seu intento sem ajuda (indiscreta!) do homem.
Mas também não é por causa disso que você não deve procurar a cara-metade ideal para o seu cão. Contudo, antes de ir acasalando o seu Basset Hound com qualquer um, lembre-se que os frutos dessa união só poderão ter qualidades inerentes à raça, caso tenham sido gerados por pais que apresentem compatibilidades. Um profundo e sério estudo genético do casal, através do pedigree (certidão de nascimento dos cães), é imprescindível para que não se perpetue anomalias ou taras.
A idade ideal para o "casamento" deverá ser de 24 meses para o macho e de 19 para a fêmea, época em que deverá estar entrando em seu terceiro cio. Caso você não encontre o marido ou esposa exemplar para o seu cão, não se aflija. É melhor que ele fique só do que mal acompanhado.

Caracteristica do Dog Alemão

Dog Alemão
Dog Alemão
Este maravilho gigante é um cão de origem alemã, que hoje em dia é criado em canis especializados por muitos países do mundo, com grande mérito.
O Dog Alemão reúne na sua nobre aparência de constituição robusta e bem delineada, ferocidade, força e elegância.
Destaca-se por sua cabeça expressiva e não revela nervosismo algum, nem sequer nas grandes manifestações afetivas. Exibe-se nobremente ante seus observadores. O caráter do Dogue é essencialmente amistoso, afetuoso com os familiares, em particular com as crianças, esquivo e desconfiado com estranhos. O pêlo é muito curto e espesso, é aderente e reluzente. A cauda do Dogue é de comprimento médio e os olhos são bem enquadrado, de tamanho médio, redondos, o mais escuro possível, com expressão vivaz e inteligente. A altura mínima para os machos é de 80 cm. na altura da cernelha, e as fêmeas devem medir, pelo menos, 72 cm. É desejável, entretanto que esse limite seja superado.

Dog Alemão
Apesar de ser grande é extremamente amistoso
O Dog Alemão é um cão de guarda de porte gigante, elegante e ideal para crianças já que fazem movimentos inesperados. Defende o dono e a casa de qualquer ameaça. Por causa do seu tamanho, os possíveis intrusos nem chegam perto da casa.
Pode alcançar 1,80 m apoiado sobre as patas traseiras e pesar mais de 70 kg. Com uma pelagem curta, não solta muitos pêlos e é fácil de ser escovado. As cores são preta, azul, dourada, tigrada e arlequim (branca com manchas pretas).
É um ótimo cão de companhia, com temperamento equilibrado e que precisa de exercícios diários para manter sua musculatura com boa tonicidade.
Tem uma expressão de autoconfiança e poder. Pode viver em casas pequenas já que não é agitado. A sua altura varia de 76 a 81 cm com o peso entre 54 Kg e 72 Kg.
O Dog Alemão cresce até um ano e meio e as fêmeas entram no primeiro cio após um ano de vida. De acordo com criadores e veterinários, a primeira cria é aconselhável somente após o terceiro cio, ou seja, com aproximadamente um ano e meio de vida.

Origem e História

A mais antiga referência a um cão com as características físicas do Dog Alemão remonta a 1000 a.C., em escritos chineses. Acredita-se que ele seja descendente dos antigos molossos do Império Romano. Na Idade Média, era usado na caça ao javali e como cão de companhia e guarda pessoal.
E apesar de também ser conhecido como Dinamarquês, o Dog Alemão não é originário da Dinamarca, mas da Alemanha.
Dog Alemão
Dog Alemão
Em 1863, foi exibido em Hamburgo o primeiro Dog Alemão similar ao que hoje conhecemos. Ele era resultado de cruzamentos realizados entre Mastiffs, incentivados por Bismark, chanceler alemão e profundo interessado na raça. Em 1876 foi proclamado o cão nacional da Alemanha, daí o nome Dog Alemão. O padrão oficial da raça foi oficializado em 1891.